Edição 340 - Rogate Animação Vocacional

O caminho a ser percorrido é o
da interioridade, do silêncio.
É Quaresma, tempo propício
para uma profunda reflexão a respeito de
nossos pensamentos e ações, palavras e
gestos. Há um mundo a gritar por atitudes
mais éticas e de cuidado, pois a “lama” leva
tudo a perder, encobre o que era belo e
concreto. A “lama” do desafeto, do poder
econômico, da corrupção, da degradação
humana frente a um modismo global
narcisista e competidor tomou conta
de nossas belas paisagens naturais e de
nossa consciência ética. É preciso pausar
e silenciar diante de tudo isso. E nesse
caminho, o da escuta, temos muito o que
resgatar e contemplar. É hora de mudar,
mas permanecer o mesmo: testemunhas
do amor-doação de Cristo. É paradoxal,
mas é legítimo. O essencial já nos basta.
O que deve ser alterado é a nossa maneira
de agir frente a todo tipo de injustiça.
Há uma força feminina que age na
história, na Vida Consagrada. Daí partem
nossas esperanças de um mundo melhor.
Celebrar a mulher é reconhecer sua
coragem e sua eficácia frente a tantas realidades
de dores transformadas por sua luta
diária em garantir seu reconhecimento
numa sociedade patriarcal e racista.
O Tempo Quaresmal nos faz lembrar
também que não existe vocação sem a
perspectiva da cruz, as dificuldades do
caminho, sem os espinhos que carregamos
sobre nossas cabeças. Essa estrada
só se completará com a ressurreição, a
vitória da vida sobre a morte. Chega
um momento em que nos sentimos
na escuridão, mas a força da oração e
da certeza de que não estamos sós e
de que a luz vence as trevas deve nos
levar a repetir com os discípulos de
Emaús: “Fica conosco, Senhor...” (Lc 24, 29).
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Reinaldo Leitão, rcj

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